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Podologia



Uso de Luvas

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A boa higiene é um dos requisitos para a saúde do podólogo e demais profissões que têm como área de trabalho a pele humana. A cada dia, os profissional destas áreas vão evoluindo no Controle de Infecção Cruzada (CIC ) nos seus gabinetes, ou através da limpeza, esterelização, antissepsia dos equipamentos, ou pelo utilização de produtos descartáveis. A tendência do utilizar de produtos descartáveis de uso único para evitar risco de contaminação não é um fato recente. Se você analisar, esta preocupação vem de longe, e está presente em todos os aspectos de nosso dia - a - dia. É o caso de copos, seringas,agulhas, toalhas, preservativos, guardanapos e uma infinidade de produtos.
       Da AIDS à Hepatite Afinal, da AIDS à Hepatite B ,existe uma série de vírus, bactérias, fungos (micose), colocando em risco a vida humana. Especificamente na PODOLOGIA, o Controle de Infecção Cruzada (infecção transmitida do paciente para o profissional ou vice-versa) são a principal preocupação. Tanto para o profissional como para o paciente (cliente), por isso, o uso de produtos descartáveis é fundamental e tem cada vez mais aceitação dos pacientes. As luvas, apesar de serem muito importantes, não são barreiras completamente impermeáveis, com freqüência sofrem perfurações e rupturas que comprometem sua função. Se ocorrer um acidente perfurante, removam as luvas, procedam a degermação e coloquem um novo par.


Padrão de Qualidade


       Considerando a existência em nosso mercado, de produtos abaixo dos padrões mínimos de qualidade, e diante da gravidade das enfermidades existentes de riscos de contaminação a que estão expostos os profissionais da área, a segurança promovida pela boa qualidade de luva de procedimentos nunca pode ser preterida. Recomendamos muito cuidado antes de adquirir o produto, verifique a sua qualidade na embalagem, procurando os selos de aceitação de instituições internacionais de qualidade como a americana FDA (Food and Drug Administration), com o respectivo número de referência e o Certificado ISO 9001 e 46001, para ter a certeza de estar recebendo proteção real. Assim que colocamos as luvas, um ambiente propício ao crescimento bacteriano é criado sobre a pele. Desta forma devemos utilizar sabonete líquido que contém na sua composição anti - séptico, um antimicrobiano (Riohex 0,5%, Glutiraldeído 2% ou Triclosan 0,25%), que reduz sensivelmente um grande número de microorganismos que vivem e crescem em nossas mãos. Assim, se um microorganismo (da flora normal ou permanente) for introduzido dentro das mesmas, estes produtos irão prevenir uma multiplicação de bactérias acima dos níveis aceitáveis. Uma degermação das mãos com substâncias antimicrobianas, antes de vestir as luvas e depois do atendimento aos pacientes, bem como em todas as vezes que houver contato com superfícies contaminadas, é um procedimento imprescindível. Queremos esclarecer aos profissionais, que não confundem degermação com uma 'lavadinha '. Devemos usar uma escova macia e sabão líquido com princípios ativos já citados anteriormente. A escovação deve ser no sentido cotovelo - unhas, as unhas são áreas críticas, portanto devem ser escovadas pelo menos dez vezes, e o enxágüe deve ser repetido com escovação no mesmo sentido (com outra escova). Para enxugar, o ideal é usar um secador de ar quente, uma compressa esterilizada ou toalha de papel descartável, pois as de tecidos contaminam - se com facilidade. Use sempre luvas novas e nunca, nunca mesmo, reutilize - as. Como diz o ditado: 'O barato, sai caro'.


Custo x Segurança

       O Custo de materiais descartáveis e a ausência da sensibilidade nas mãos são fatores negativos apontados pelos profissionais. O custo poderia ser minimizado com o uso de Autoclave, que por sua vez, é um aparelho caro. Acontece e já foi demonstrado que, após o uso, a luva pode apresentar microporos, quando não, macroporos, principalmente nos dedos indicadores e polegares. Quanto a ausência de sensibilidade, inúmeros testes comprovam que o uso de luvas não diminui a performance dos profissional em vários tipos de procedimentos. O que deve ser almejado é o hábito. Os pacientes aprovam o seu uso no preferem o uso mundo inteiro. Se o profissional se sentir muito prejudicado com este custo adicional (das luvas) , é melhor incluí - lo no preço do atendimento. Se o paciente reclamar ,então não use as luvas. É sinal que ambos se merecem por não respeitarem sua saúde. E aqui, uma palavra aos colegas que têm costume de usar relógio, anéis, pulseiras, alianças, unhas compridas, etc.: estes adereços não combinam com o Controle de Infecção Cruzada. A questão não é estética, mas técnica, não há como contestar. Despojemo-nos de tudo para trabalhar. Se o relógio de pulso é para o controle do tempo de atendimento, compremos um relógio de parede.

A degermação (lavagem de mãos) é um procedimento de comprovada eficácia para o Controle de Infecção Cruzada. Visa a remoção da flora transitória, células descamativas, suor, oleosidade da pele e ainda quando associado a um anti-séptico promove a diminuição da flora residente. O tempo da lavagem das mãos é importante, não só pela ação mecânica, mas também para obter o efeito desejado pela ação do anti-séptico. Anéis, pulseiras, alianças e relógio devem ser retirados antes de iniciar a lavagem de mãos. Observação: 'Colegas o uso de relógio, anéis, pulseiras, alianças, unhas compridas não combinam com o Controle de infecção Cruzada. A questão não é estética, mas técnica, não há como contestar e não confundir degermação com uma 'lavadinha'. Despojemo-nos de tudo para trabalhar se o relógio é para o controle de tempo de serviço compremos um relógio para parede ou de mesa. Lembre se assim que colocamos as luvas, um ambiente propício para o crescimento bacteriano é criado sobre a pele. Desta forma devemos utilizar sabonetes liquido que possui na sua composição um antisséptico, antimicrobianos, (Riohex ,Glutaraldeido 2% ou Triclosan 0,25%), que reduzem sensivelmente um grande número de microorganismos que vive e cresce em nossas mãos. E se um microorganismo (flora normal ou permanente) é introduzido dentro das mesmas, estes produtos irão prevenir uma multiplicação de bactérias acima dos níveis aceitáveis.

Lavagem básica de mãos com água e sabão líquido

       - Friccionar as mãos com água e sabão líquido por aproximadamente 15 segundos pelas diferentes faces, espaços interdigitais e unhas;
       - A escovação deve ser no sentido cotovelo - unhas, as unhas são áreas criticas, deve ser escovadas umas dez vezes, e o enxaguar se repita com escovação nos mesmos sentidos.
       - Enxaguar as mãos com água corrente;
       - Enxugar em papel toalha descartável ou secador;
       - Friccionar 3 a 5 ml de álcool glicerinado por 1 minuto pelas diferentes faces das mãos, espaço interdigital e dedos. Deixar secar espontaneamente.
       Indicações:
       - Sempre que entrar ou sair da gabinete podológico;
       - Sempre que estiverem sujas;
       - Sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou estiveram conectados a pacientes;
       - No preparo de materiais ou equipamentos, durante seu reprocessamento

Última atualização ( Ter, 23 de Agosto de 2011 12:57 )
 

C.B.O.

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A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO é o documento normalizador do reconhecimento , da nomeação e da codificação dos títulos e conteúdos das ocupações do mercado de trabalho brasileiro.
       PORTARIA Nº 397, DE 09 DE OUTUBRO DE 2002
       Aprova a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO/2002, para uso em todo território nacional e autoriza a sua publicação.
       Podólogo: (Família ocupacional 3221)
       Descrição sumária: Prognosticam e tratam as patologias superficiais dos pés e deformidades podais utilizando-se de instrumental pérfuro-cortante, medicamentos de uso tópico, órteses, próteses, Laser, Alta frequência...etc.
       Condições gerais de exercício: Atuam na área da saúde e serviços sociais. São autônomos, trabalhando por conta própria, de forma individual, sem supervisão. Executam suas funções em ambiente fechado e em horário diurno.
       Formação e experiência: O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio na área de atuação.
       A nova CBO tem uma dimensão estratégica importante, na medida em que, com a padronização de código e descrições, poderá ser utilizada pelos mais diversos atores sociais do mercado de trabalho. Terá relevância também para a integração das políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego, sobretudo no que concerne aos programas de qualificação profissional e intermediação da mão-de-obra, bem como no controle de sua implementação.

Última atualização ( Ter, 23 de Agosto de 2011 12:56 )
 

Risco do Fenol

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 ÁCIDO FÊNICO NA PODOLOGIA

 

       Novamente estou alertando sobre os riscos aos quais os colegas estão expostos ao utilizarem o Ácido Fênico – também conhecido como Ácido Carbólico ou Fenol - como emoliente, cauterizador de verrugas plantar e granuloma piogênico, de forma indiscriminada.

 

       Você sabia que o(a) Podólogo (a), ao assinar o Termo de Responsabilidade de seu Gabinete, assume responsabilidade por tudo o que ocorre dentro do mesmo perante a Secretária da Saúde e sujeitando-se a responder criminalmente por qualquer procedimento indevido que cause danos à saúde de seus clientes?

       Pois bem, para quem ainda não sabe,  que o Ácido Fênico pode provocar desde um eritema até a necrose dos tecidos, dependendo do tempo de contato e da concentração das soluções, devido à sua propriedade queratolítica (rompe as pontes de enxofre da queratina) e conseqüente poder de absorção rápida pela pele, com possibilidade de causar severas queimaduras.  Tais lesões podem ser, inclusive, fatais!

       Soluções altamente concentradas de Fenol como emoliente?

       Obs: Dois (2) meses para desaparecer a queimadura do Fenol.

       O Fenol apresenta um caráter ácido (daí sua denominação: Ácido Fênico), sendo  irritante das mucosas, principalmente, das vias respiratórias e do globo ocular. 

       Após ser absorvido pelo organismo, é metabolizado no fígado e excretado pelos rins.  Desta forma, dependendo da quantidade absorvida, pode causar alterações funcionais e lesões nesses órgãos. Também podem ocasionar distúrbios digestivos, como náuseas e vômitos matutinos.

       Concentrações elevadas no sangue podem ter efeito tóxico no miocárdio, provocando taquicardia, contrações ventriculares prematuras, fibrilação atrial e ventricular por dissociação eletromecânica, além de afetar o sistema nervoso central.
       Na Podologia, infelizmente, alguns profissionais, acabam usando soluções altamente concentradas, por falta de orientação adequada e/ou por confiarem na qualidade de alguns produtos disponíveis no mercado.

       Geralmente, o profissional que opta por esse tipo de solução, tem o propósito de conseguir um amolecimento rápido e profundo da queratose, a fim de tornar seu trabalho mais fácil e ágil, desconhecendo os riscos a que expõe sua clientela.  Além da toxicidade do Fenol, como exposto acima, o excesso de amolecimento torna a pele enrugada e muito elástica que, à passagem do bisturi,  pode facilmente ser ferida.

Principalmente, quando, inadvertidamente, se usa um instrumento sem afiação adequada, obrigando o(a) profissional a aplicar um pouco mais de força quando inicia o procedimento de desbaste.  Nesses casos, vencida a resistência inicial da pele, por esta estar excessivamente amolecida, o instrumento acaba cortando bem além do necessário e lesando os tecidos subjacentes, inclusive, vasos sangüíneos.

 

       Mesmo quando não ocorrem ferimentos, a pele pode acabar ficando com cortes ondulados, de aspecto feio, dificultando o acabamento estético.

 

       Fora tudo isso, existem situações em que o(a) profissional não pode usar o ácido fênico, em hipótese alguma.  É o caso, por exemplo, do uso em portadores de diabetes que apresentam, muitas vezes, pele bastante seca, alterações vasculares e neuropatia.  Nesses casos, os riscos de uma lesão tecidual são enormes e as conseqüências extremamente graves.

 

       Graças a pesquisas feitas por competentes profissionais de diversas áreas, em trabalhos multidisciplinares, temos hoje no mercado alguns produtos de alta qualidade, formulados a base de substâncias naturais, associadas a outras de ótimo poder emoliente e que não oferecem riscos à saúde .
       Nós, profissionais da área de Podologia, precisamos estar alertas na escolha dos materiais que utilizamos em nossos gabinetes.  Não podemos nos esquecer que, acima de tudo, somos prestadores de serviços na área da saúde, sendo fundamental o respeito aos preceitos éticos e morais que norteiam nossa profissão um dos quais é procurar estar sempre atualizado(a) e bem fundamentado(a) cientificamente, trabalhando com eficiência dentro de conceitos terapêuticos modernos, utilizando tecnologia de ponta e produtos de alta qualidade que ofereçam segurança aos nossos clientes,  buscando nos aprimorar através de cursos, Congressos, Seminários, Palestras, Publicações especializadas e trocando conhecimentos com outros profissionais da saúde, com os quais devemos atuar em parceria.
       Você colega, deve estar pensando agora:  mas eu uso o fenol a tantos anos e nunca tive problemas com isso...  Se não usar o Fenol, o que poderia usar no seu lugar?

 

       Bem, a questão não se resume no Fenol, pura e simplesmente, mas, como colocamos no início desse artigo, no seu uso indiscriminado, ou seja, no uso em todo e qualquer procedimento e/ou em altas concentrações.

 

       Por vezes, os efeitos tóxicos por exposição continuada a determinado produto químico, podem levar anos até que comecem a se manifestar.

 

       Quanto ao que usar em seu lugar, como já dissemos acima, existem hoje no mercado, produtos de alto poder de emoliência a base de substâncias naturais.

 

       Mas, para aqueles que optarem ainda pela Ácido Fênico, seguem aqui algumas orientações a fim de garantir um uso seguro para sua saúde e a de seus clientes:

       1 – Nunca use soluções com concentração superior a 3% de Ácido;
       2 – Ao preparar sua solução , faça-o em local bem ventilado, utilizando máscara e luvas;
       3 – Sempre faça teste de sensibilidade a substância nas primeiras vezes que for utilizá-la em novos clientes.  Lembre-se que uma manifestação alérgica pode não se manifestar na primeira vez que usar, uma vez que o cliente nunca ter entrado em contato com a substância. Nestes casos o sistema imunológico só responderá passado algum tempo e, eventuais reações só ocorrerão numa próxima aplicação do produto;
       4 – Use soluções fenicadas com critério e bom senso, só em casos de muita necessidade, dando sempre preferência a emolientes preparados a base de substâncias naturais;
       5 – NUNCA use fenol em: portadores de diabetes, em portadores de insuficiência renal ou hepática, na presença de úlceras ou em mulheres grávidas.

       Resumo das principais informações sobre o Fenol:

 

SINÔNIMOS

Ácido Fênico, Ácido Carbólico, Ácido Fenílico, Hidroxibenzeno

FÓRMULA QUÍMICA

C6H5OH

PESO MOLECULAR

94,11

ORIGEM

Obtido por extração do carvão da hulha ou por processos sintéticos

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Apresenta-se como uma massa cristalina branca (cristais em forma de agulhas), que se torna rósea ou vermelha quando não perfeitamente pura ou por ação da luz. Absorve água do ar e se liquefaz. Cheiro ativo e muito característico.

SOLUBILIDADE

em álcool, água, éter, clorofórmio e álcalis (bases).

PONTO DE FUSÃO

Aproximadamente 39º C

PONTO DE EBULIÇÃO

182º C. Torna-se líquido sob aquecimento, liberando vapor inflamável e altamente tóxico.

EFEITOS POTENCIAIS À SAÚDE

 

Inalação

Provoca dispnéia e tosse. A absorção sistêmica provoca danos ao fígado, rins e sistema nervoso central.

Ingestão

Provoca queimaduras intensas da boca e da garganta, dor abdominal acentuada, cianose, fraqueza muscular e coma. Podem ser observados tremores e contrações musculares. A morte pode advir por parada respiratória.

Contato com a pele

Pode provocar desde uma eritema até necrose e gangrena dos tecidos, dependendo do tempo de contato e da concentração das soluções. O maior perigo do fenol é a habilidade de penetrar rapidamente na pele, causando severas lesões que podem ser fatais.

Contato com os olhos

Pode provocar inchaço da conjuntiva; a córnea torna-se branca e muito dolorida, podendo ocorrer perda de visão

IDENTIFICAÇÃO DOS DANOS

Índices:

Saúde: 3 – severo

Inflamabilidade: 2 – moderado

Reatividade: 1 – leve

Contato: 4 – extremo

 

 

 

Última atualização ( Ter, 23 de Agosto de 2011 12:55 )
 

Exercer podologia?

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Para evitar complicações consulte um Podólogo/Podologista devidamente habilitado, em seu exercício profissional, com Certificado reconhecido e legal, Termo de Responsabilidade e Alvará de Funcionamento atualizado. Esses registros devem estar expostos em quadros fixados na parede, dentro do gabinete podológico; O profissional legalmente habilitado faz uso de todos meios de biosegurança disponíveis, e com certeza evitará muitas das complicações que poderão surgir. Com relação ao profissional que exerce a profissão ilegalmente, o mesmo faz parte da alçada criminal, tendo em vista dispositivo da Lei de Contravenções Penais- LCP. A LCP contempla, no artigo 47, que 'exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado seu exercício implica em pena de prisão simples, de quinze dias a três meses ou ao pagamento de multa, por exercício ilegal de profissão'. O exercício ilegal como contravenção respalda, exatamente, a argumentação de que as profissões ou atividades que representem riscos à população, devem ficar restritas aos profissionais devidamente qualificados, caso contrário, não haveria razão para sua inclusão na LCP

Última atualização ( Seg, 22 de Agosto de 2011 15:49 )
 

História da Podologia

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Todas as matérias que constam desta pesquisa são comprovadas através de documentos escritos, tais como jornais, dentre eles diários oficiais, Certificados, Diplomas, Carteira de Trabalho emitida pelo Ministério do Trabalho, Informativos e Atas da Associação Brasileira de Podólogos - ABP.       Quando citados trechos de documentos, a ortografia é a mesma da publicada nos documentos pesquisados. Na pré-historia, os antecedentes pré-históricos dão indícios de que possivelmente a Podologia surgiu na pré-história (com a aparição dos primeiros). A partir disso, podemos deduzir que a Podologia surgiu a cerca de 5 milhões de anos, quando o homem ficou em posição ereta. Uma série de modificações em cadeia foi iniciada em todo o corpo a adaptação anatômica. As primeiras civilizações de que se têm foram as da China e do Egito. Foi quando o homem começou a caminhar. Com o passar dos tempos, os desnivelamentos e acidentes geográficos de terrenos afetaram extremidades inferiores, provocando malformações e infecções. Houve aí a necessidade de recorrer a práticas rudimentares para manter equilíbrio e facilitar a locomoção em condições seguras. A profissão foi batizada com diversos nomes no decorrer da história. Em 54 DC, na época da perseguição ao Cristianismo, Cayus era soldado de Nero e calista oficial de sua esposa, Popea. Cayus devia realizar um trabalho de calista com eficácia nos pés de Popea, pois a mesma era conhecida como uma pessoa de péssimo humor junto a seus criados. No Egito, há uma Pirâmide que reproduz um 'calista' tratando de um paciente. Os soldados romanos, ao voltarem dos campos de batalha, entregavam seus pés aos 'quitacallos'.
      Na França, no reinado de Luís XIV e Luís XV( Luiz XIV lançou o calçado de salto, e que o neto conservou e tem se nome, Luís XV ) a pedicuria começou a caráter próprio de profissão. Existiam 'quirópodos' exclusivos os reis e também havia um 'quirópodos' escritor, chamado de Rousselot, que editou uma obra impressa com o nome de 'Nouvelles Observations Sur Le Traitement des Cors'. Segue a literatura com outro 'quirópodos' importante, um deles, fundador da Real Academia de Cirurgia, que obra chamada 'L'art de Souhner Les Pieds'. Por volta de 1700, também a literatura começou a se ocupar da podologia e surge o livro intitulado 'L'art de Soigner Les Pieds', escrito pelo francês Laforest, mais conhecido como 'o calista'.  

Traduzido para o inglês com o título 'Quiropodologia', foi o primeiro livro de consultas em esclarecimentos sobre calos, verrugas, hiperqueratoses (calosidades), infecções das unhas e ilustrações de instrumentos usados até o início deste século. Na arte da pintura tivemos pintores como Adrian Browre e David Tenier, que deixaram para a posteridade quadros que nos retratavam 'quirópodos'exercendo suas profissões. No seculo XVII na França, com muita pobreza e miséria nas ruas das grandes cidades, havia uma menina de 14 anos de idade com o nome de Clotilde Heristal que buscou refúgio no convento dos sacerdotes da 'Ordem de Santa Ana'. Ela passou a praticar o bem-estar no silêncio, a regime de pão preto (alimentação à base de pão e água), fazendo Pedicuria aos pobres e enfermos. Por este motivo passou-se a invocar 'Santa Ana' como patrona (padroeira) da Pedicuria. Na China havia os 'cirurgiões menores de aldeia', que emigravam para a Europa, principalmente para a França, e seus honorários eram mais elevados em relação aos dos 'quirópodos' franceses. Os chineses davam tanta importância ao 'Cirurgião' que o mesmo estudava junto a seu mestre (professor) por 3 anos, a fim de se tornar apto. No 1° ano aprendia a educar suas mãos e preparar o instrumental; no 2° ano trabalhava com o mestre a seu lado assistindo-o, sendo que somente no 3° ano lhes eram confiados pequenos cuidados aos pés e, vagarosamente, eram ampliadas as intervenções. Na América, os primeiros habitantes realizavam o atendimento a seus pés com instrumentos de pedras, que eles mesmos fabricavam, e este conhecimento levou à criação do Conselho Judicial da Associação Médica Americana, que emitiu o seguinte conceito: 'A Pedicuria é a primeira prática médica auxiliar em campo limitado'. No séc. XIX, chega à América do Sul, na cidade de Montevideo (Uruguai), o pedicuro Francês Puyamerou, seguido pelo italiano Digiuli e pelo espanhol Carmona. No Brasil, por não existirem documentos suficientes sobre a área, as pesquisas são baseadas em informações dadas por profissionais que continuaram exercendo a mesma profissão de seus pais e avós. Em arquivos da ABP - Associação Brasileira de Podólogos, encontra-se anúncio do jornal 'O Estado de São Paulo', do dia 21 de setembro de 1890, anunciando 'Luiz Keller, Operador de calos, unhas encravadas e deformadas. Rua de S. Bento, 59, interior, n.º 1 onde acaba de abrir um modesto gabinete para o exercício de sua profissão, sendo encontrado das 11 horas da manha às 4 da tarde'. No séc. XX, a instrumentação rudimentar usada nos séculos passados e início do XX consistia em canivetes e navalhas para desbastar calos e calosidades, cacos de vidro para raspar unhas, penas de patos ou de gansos para desencravar unhas, todos manipulados por homens conhecidos como 'raspadores e curadores de calos', 'operadores de calos' ou 'calistas'.       Em 1930, a profissão começa a surgir dentro da legalidade no Governo Provisório de Getúlio Vargas, quando foi criada a CARTEIRA PROFISSIONAL DO TRABALHADOR, e para requerê-la era necessário ser sindicalizado para promover o andamento do pedido; e necessário se fazia também a comprovação da profissão através de atestados emitidos por sindicato ou por duas pessoas que exercessem a profissão atestada. Não sendo uma profissão reconhecida e sindicalizada, não existia prova de habilitação profissional. Dois anos depois, os calistas foram obrigados a se sindilizar ao Sindicato dos Oficiais de Barbeiros e Cabeleireiros do Estado de São Paulo. Logo a seguir, houve a necessidade de que esse mesmo Sindicato, em suas sedes, escolas para ensino do respectivo ofício. Posteriormente, somente aqueles que exibissem Certificado de Habilitação Profissional, emitido por escolas, poderiam ter suas Carteiras de Trabalho assinadas. A organização Americana Dr. Scholl, fundada pelo Sr. Frank J. Scholl, que chegou no Brasil na década de 30, inaugurou sua primeira loja, na cidade de Rio de Janeiro, e em seguida, na cidade de São Paulo, na Rua do Arouche. O Dr. Scholl implantou o nome 'Quiropodia' (tratamento dos pés com as mãos) no Brasil, e seus profissionais formavam-se em sua própria organização, sendo que o primeiro professor, foi o Enfermeiro Pedicuro Sr. Moura. O curso tinha a duração de dois a três meses, com aulas teóricas e práticas, período esse passado, em que o aluno já começava a trabalhar nas lojas ou concessionárias do Dr Scholl. Esse sistema foi praticado até o ano de 1978. Decorridos alguns anos, foi oficialmente legalizada a profissão exercida pelos enfermeiros propriamente ditos e pelos seguintes profissionais: parteiras, massagistas, duchistas, Calistas ou Pedicuras, onde no Parágrafo Único do - Lei publicado, lia-se: 'Os profissionais acima enumerados passarão a ser denominados: enfermeiras-obstétricas, enfermeiros-massagistas, enfermeiros-duchistas, enfermeiros-pedicuras'. Em um de seus Artigos, lia-se também: 'Os profissionais que apresentarem atestados devidamente autenticados, firmados... provando prática de enfermagem efetiva de cinco anos ou mais, anterior a 22 de janeiro de 1934, serão escritos como Enfermeiros Práticos Licenciados, no Serviço de Enfermagem...' 'Os enfermeiros-pedicuras poderão instalar sala de trabalho, guarnecida com os móveis e instrumentos estritamente necessários à sua especialidade e cuja abertura deverá ser autorizada pelo Serviço de Fiscalização do Exercício Profissional' 'Será obrigatório o registro dos diplomas e certificados de todos os profissionais' ' Os exames destinados a legalizar, na forma deste Decreto, a situação daqueles que vem exercendo a profissão de enfermagem, em qualquer dos seus ramos, sem registro de Fiscalização do Exercício Profissional do Departamento de Saúde, serão prestados perante o Serviço de Enfermagem'. Em 1941, um novo Decreto, introduz modificações no Decreto anterior, modificando a denominação Pedicura por Pedicuro, portanto, uma nova denominação: 'Enfermeiro Pedicuro'. Lê-se em um de seus Artigos: 'Não se aplicam aos Enfermeiros Pedicuros... as exigências, .... sendo suficiente para gozarem das regalias constantes do mesmo, que apresentem atestado comprovante de prática de Pedicuro, desde cinco anos de 22 de janeiro de 1934, assinado por três clínicos de nomeada, a juízo da Diretoria do Serviço de Enfermagem' 'Os Enfermeiros Pedicuros serão sujeitos apenas a exame, em relação a cuidados de asseio de desinfecção e de moléstia do pé...' ' O certificado a eles atribuído, nas condições deste Artigo, não dará outro direito que o do exercício da profissão especializada. O Sindicato dos Barbeiros do Estado de São Paulo emitiu o diploma de 'calista', até o ano de 1960, o qual era assinado pelo Enfermeiro Pedicuro João V. Sichette, e o presidente do sindicato. O curso teórico-científico era ministrado pelo Dr. Herculano Lemos, e as aulas práticas eram ministradas por um profissional experiente que exercia a profissão há alguns anos. Em 1957, a profissão passou a ser considerada como 'ATIVIDADE AFINS DA MEDICINA', e o Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF), órgão integrante do Departamento Nacional de Saúde (DNS), em sua Seção de Medicina, passou a fiscalizar, por intermédio das autoridades estaduais competentes, tudo quanto se relacionava ao exercício da medicina e das atividades afins, nas suas várias modalidades. Com passar do tempo foi exigido por nossos colegas que fosse criado um exame para um profissional mais especificado, com o respectivo diploma registrado em São Paulo no antigo Serviço de Fiscalização do Exercício Profissional. Em 1961, foi decretado que: 'Para o exercício da Medicina, Odontologia, Farmácia, Enfermagem ou outras profissões relacionadas com a arte de prevenir ou curar doentes é indispensável possuir o diploma ou certificado correspondente, outorgado por escola oficial, reconhecida ou equipada e estabelecimentos ou entidades outras, previstos ou autorizados em lei. Os Diplomas ou Certificados serão obrigatoriamente inscritos em registros especiais no órgão federal da saúde e seu congênere da unidade federada no qual ocorra o exercício do profissional. Estão sujeitos às sanções consignadas em lei todos os indivíduos que exerçam qualquer atividade das profissões previstas no artigo anterior, sem que para tal possuam o título legal correspondente devidamente registrado. A autoridade sanitária competente fiscalizará:

     a) o exercício das profissões de médico, farmacêutico, dentista, enfermeiro, obstetras, ótico,... pedicuro e outras afins, fazendo repressão ativa e permanente ao charlatanismo e ao curandeirismo;

      À autoridade sanitária compete licenciar e fiscalizar instalações e o funcionamento dos estabelecimentos que interessem à saúde pública.
      A autoridade sanitária competente deverá fiscalizar, fazendo repreensão ativa'. O exame passou a ser realizado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo até o ano de 1974. De 1975 a 1978 os novos formandos exerciam a profissão sem prestarem o exame final, pois houve discórdias entre a Santa Casa e o Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF). Em 04 de dezembro de 1964 foi fundada Associação Brasileira de Pedicuro - ABP, com finalidade de congregar toda a categoria profissional e promovê-la em todos os sentidos. Tinha sua sede à Rua 24 de maio, 35 - 12° andar, na cidade de São Paulo. Na época, era por um homem incansável e batalhador, com muito dinamismo: Pdgo. Lacy N. de Azevedo. Iniciam-se assim, na ABP, os primeiros cursos de ensinamentos práticos e teóricos aos candidatos ao exercício da profissão, sob a direção de conceituado médico. Posteriormente, em agosto de 1965, a diretoria da ABP, nomeou uma comissão e fez uma visita ao relator da Lei de Diretrizes e Bases, do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo, com a finalidade de saber a qual categoria profissional nossa profissão havia sido anexada na mencionada lei. Para surpresa da comissão designada, foi a mesma informada que a profissão era inexistente para este órgão oficial, pois não existia legislação federal alguma a esse respeito, e fomos orientados na maneira como agir na esfera para conseguirmos a legalização e a regulamentação de nossa profissão. Em 1965, durante o VI Congresso Panamericano de Podologia, em Santiago do Chile, onde estavam reunidos países componentes da Confederação Latino Americana de Podologia, ficou determinado que o nome PEDICURO desapareceria, sendo substituído por 'PODÓLOGO'. Lamentavelmente, no Brasil, esse título ficou esquecido por 18 anos. A Associação Brasileira de Pedicuros - ABP, dirigiu ao Diretor do Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF) um requerimento, solicitando regulamentação específica da profissão de PEDICURO, seguindo exemplo de outras profissões. Nesse apelo a ABP, solicitou a expedição de uma portaria que estabelecesse normas disciplinando, regulamentando e fiscalizando o exercício da atividade de Pedicuro em todo o território Nacional. Pleiteou ainda o reconhecimento e a devida inscrição no Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF), dos certificados e diplomas, quer dos Enfermeiros Práticos Licenciados, quer dos Enfermeiros Pedicuros, que haviam sido durante anos expedidos pelas Autoridades Estaduais, a fim de ficarem tais profissionais automaticamente habilitados aos exercícios de suas atividades. Foram solicitados, também, alguns anos após, pela Associação Brasileira de Pedicuros - ABP, através de requerimento junto ao Instituto Nacional de Providência Social (INPS), a melhoria no enquadramento previdenciário, de item 'outros não qualificados - um salário' para a categoria de Liberal (médicos, advogados...etc) = cinco salários', que era o máximo existente na época. Essa melhoria foi aceita e aplicada. Em 1972, o Instituto Nacional de Providência Social (INPS), reformula todo o esquema de qualificação e enquadramento de contribuição e benefícios, ratificando o Pedicuro como Liberal, podendo contribuir e requerer os benefícios até o máximo de vinte salários.  Após muitos estudos e trabalhos dos nossos colegas, conseguiu-se aprovar uma Portaria de âmbito FEDERAL, que baixava normas para a inscrição de certificado de Pedicuro, válidos para todo território nacional, que dizia também: 'Entende-se como Pedicuro o profissional habilitado a cuidar das infecções superficiais dos pés.... O tempo de exercício na profissão pode ser comprovado mediante a apresentação de qualquer um desses documentos:
      a) carteira profissional devidamente anotada;
      b) alvará de localização em que se especifique a profissão;
      c) justificação jurídica.
      É atribuição ao Pedicuro extirpar calos, extirpar calosidades e cuidar de unha encravadas.'
      A ABP teve oportunidade de preparar os futuros colegas no sentido de melhorar a formação, o padrão profissional e a ética para serem formados e, assim, serem profissionais devidamente habilitados e regulamentados, sendo que o exame era feito conforme desígnio de Portaria específica. Essa Portaria abriu espaço a todos profissionais que ainda não estavam inscritos no SNFMF - Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia. Deveriam requerer nos órgãos competentes o registro do seu diploma, após a comprovação de que o mesmo se encontra regularmente registrado na Secretaria Estadual de Educação. Em 1975, a ABP começou a trabalhar para sairmos definitivamente do Sindicato dos Barbeiros, quando foi determinado pela Comissão de Enquadramento Sindical que passássemos a nos filiar ao Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde de São Paulo, grupo 4 - Empregados em Turismo e Hospitalidade - do Plano da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio. Até o ano de 1980 recolhia-se Imposto Sindical dos profissionais empregados e autônomos da Pedicuria (para se obter Alvará de Funcionamento, Vistoria e o Termo de Responsabilidade pelo Gabinete de Pedicuro), junto a esse Sindicato, que posteriormente passou a não aceitar os novos profissionais como sócios. Passamos então a recolher os impostos diretamente no Ministério do Trabalho. No Rio Grande do Sul, precisamente em Porto Alegre, um grupo de Podólogos entraram com requerimento junto à Secretaria de Estado da Saúde, para conseguirem cadastrar-se junto à Unidade de Fiscalização, como Pedicuro. A eles foram exigidas novas provas de habilitação, e conseguiram Alvará de Licença de 1977 a 1995. Hoje, o Departamento de Proteção à Saúde, órgão da Secretaria da Saúde, não expede mais licença de funcionamento, o que faz com que muitas pessoas sem habilitação, com 'curso de olhômetro', trabalhem livremente. Em 2000 o Centro em Educação em Saúde Senac da cidade de Porto Alegre - RS, inicia o Curso de Qualificação Profissional I - Pedicuro.   O Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, através do seu Departamento de Desenvolvimento de Cursos, iniciou em 1976, uma pesquisa junto à ABP e vários colegas Pedicuros, com a finalidade de criar um curso de Pedicuro. O Curso de Qualificação Profissional I - Pedicuro, teve início em 1978, autorizado por Lei Federal e normatizado pelo Conselho Estadual de Educação de SP, tendo carga hora de 490 h.a. As primeiras turmas de formandos do Senac/Tiradentes Centro de Desenvolvimento Profissional 'Ângelo Raphael Lentini' foram impedidas de exercer a profissão pelos fiscais do CVS (Centro de Vigilância Sanitária), Órgão da Secretaria da Saúde, alegando não constarem registros nos diplomas. O CVS não tinha o conhecimento do Decreto Federal, onde em um de seus Artigos, constava: 'Ficam dispensados de registro... os certificados... referentes às profissões referentes à saúde'.
      A ABP consegue, através de Parecer do Conselho Estadual de Educação, que os Pedicuros possam ter o exercício da profissão legalmente, apresentando o Certificado expedido pelo SENAC, ou outro órgão que venha a ser autorizado a ministrá-lo sem o registro. Uma iniciativa louvável da ABP e de seu Presidente na época, Pdgo. Pedro Pistori e diretoria.

      Em 1986, a Associação Brasileira de Pedicuros - ABP, passou a ser denominada Associação Brasileira de Podólogos-ABP.

      Em 1988, a Associação Brasileira de Podólogos - ABP é convidada pela Secretaria de Estado de São Paulo, através do Centro de Vigilância Sanitária, a participar da elaboração do CÓDIGO SANITÁRIO DO PODÓLOGO DO ESTADO DE SÃO PAULO, necessário para a instalação de gabinete de Podólogo (Pedicuro), com uma Comissão de Saúde formada pelos Pdgos. Lacy N. de Azevedo, Pedro Pistori e Orlando Madella Jr, juntamente com uma equipe médica chefiada pela Diretora Técnica do Grupo Clínico e Terapêutico, Dra. Isaura Cristina de Miranda Portela. Esse Código foi estudado durante 5 anos. 1º Congresso Brasileiro de Podologia.

      Em 1991, os Pdgos Jair Causo e José C. Ramos (Presidente e Vice) dão início aos congressos no Brasil, em São Paulo. Foi realizado pela ABP o 1° Congresso Brasileiro de Podologia no auditório Senac/Tiradentes Centro de Desenvolvimento Profissional 'Ângelo Raphael Lentini'.
      No mesmo ano, na Associação Brasileira de Podólogos - ABP - assume a Diretoria da CLP - Confederación Latino-americana de Podologia - e tem o compromisso de no final de sua gestão realizar o VIII Congresso Latino-Americano de Podologia.
      A diretoria da Associação Brasileira de Podólogos - ABP, em reunião formal conforme consta em ata de reunião de diretoria, 'Foi exposto à mesa a solicitação para a mudança do nome de PEDICURO para PODÓLOGO, sendo encaminhado à inclusão do protocolo para a área correspondente, em seguida expor a idéia ao Senac, ampliando também ao próprio curso, colocando-o num plano mais elevado'.
      A diretoria da ABP tambem resolveu dedicar-se ao trabalho de implantar de vez o termos PODOLOGIA E PODÓLOGO na sociedade Brasileira, uma vez que já havia assumido esse compromisso ético com os colegas das associações latino-americanas de uniformizar de vez a denominação profissional.
      Em 1993, foi aprovada a Portaria Centro de Vigilância Sanitária - CVS, que dispõe sobre o funcionamento dos estabelecimentos que exercem atividade de Podólogo (Pedicuro). Dispõe sobre o funcionamento dos estabelecimentos que exercem atividade de Podólogo (Pedicuro). A Diretoria Técnica do CVS, considerando que o risco de se contrair infecções em estabelecimentos de atenção de podólogos está diretamente ligado à não observância de precauções universais de biosegurança; os meios de desinfecção dos estabelecimentos de atendimento de podólogos; é preocupação das autoridades sanitárias a determinação de medidas eficazes para o controle de doenças transmissíveis; é dever da autoridade sanitária intervir sempre que houver possibilidade de ameaça à saúde pública; a atividade desenvolvida por esses estabelecimentos pode ocasionar danos à saúde da população; a legislação sanitária vigente não estabelece normas para as atividades desenvolvidas de Podologia; os locais onde é exercida a atividade deverão possuir dimensões e condições técnicas adequadas à função; finalmente, a necessidade de normatizar e padronizar em toda a rede do SUS o funcionamento dos estabelecimentos objeto desta Portaria, resolve:
      Artigo 1º - O estabelecimento, agora denominado Gabinete de Podólogo (Pedicuro), além das exigências referentes à habitação e aos estabelecimentos em geral, deverá possuir:
      I - área mínima de 2.5 metros quadrados, com largura mínima de 2,5 metros com área mínima de 5 metros quadrados para cada cadeira adicional;
      II - piso de material liso, resistente e impermeável;
      III - paredes e forros pintados de cor clara, com tinta lavável;
      IV - compartimentos de atendimento separados por divisórias de no mínimo 2 metros de altura;
      V - instalações sanitárias apropriadas;
      VI - estufa graduada até 200 graus centígrados para esterilização. Curso Técnico em Podologia

      Em 1995, no Senac-SP começou pesquisar o Curso Técnico em Podologia. Consultores estiveram reunidos na ABP e nos gabinetes dos profissionais. Esse curso - Curso de Qualificação Profissional IV - Habilitação Plena de Técnico em Podologia de Ensino 2º grau, com validade e o direito de prosseguir estudo em nível superior, com uma carga horária de no mínimo 940 horas, em 1997 teve seu início.
      Nesse mesmo ano a Comissão Cientifica da Associação Brasileira de Podólogos - ABP, formada pelos Pdgos. Orlando Madella Jr, Pedro Pistori e Joaquim F. Augusto elaboram o Livreto 'Limpeza Desinfecção e Esterilização de Podologia'.  Em 1999, o Senac - Centro em Educação em Saúde, Unidade Tiradentes, passou a ministrar o Curso de Complementação de Técnico em Podologia para todos os Profissionais que houvessem concluído o Curso de Qualificação I de Pedicuro, com carga horária de 654 horas.  Através do Deputado Federal Luiz Antonio Fleury F° (ex-governador de São Paulo), em 1999, a ABP busca novamente a Regulamentação da profissão de Podólogo. Solicita-se elaboração de um projeto de lei regulamentando a profissão de podólogo com a respectiva criação dos conselhos federais e regionais. A partir de 2000, pela reformulação para definir as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico pela definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional os Cursos Técnicos em Podologia terão carga horária mínima de aula de 1200 horas.
      O Curso de Qualificação Profissional IV - Habilitação Plena de Técnico em Podologia, ministrado pelo Senac - Centro de Desenvolvimento Profissional, na cidade de Curitiba, teve seu início no ano de 2000. Nesse mesmo ano representantes da ABP e do Senac/SP discutiram com membros da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a inclusão da profissão de Podólogo no novo CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), órgão esse que classifica os empregos do mercado de trabalho brasileiro. A profissão de Podólogo não consta no CBO. 
  A Universidade Anhembi Morumbi inicia 2001 o Curso Superior Sequencial de Podologia.

    Em 2008  Universidade Anhembi Morumbi inicia o Curso Técnólogo de Podologia.  Tenho a honra de participar da 1° turma de formante, 2009

   Sobre a regulamentação, Projeto de Lei 6042/05, do deputado José Mentor (PT-SP) tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 
      Como estamos hoje ?
      Nós profissionais da área de podologia já fomos: Andarilhos Calista, Raspadores, Curadores, Operadores de Calos, Calistas, Enfermeiros-Pedicuros e alguns de nós somos, agora, Pedicuro com o titulo de Podólogo. Apartir de 2009 somos Podologista. A luta continua para que se dê à profissão a importância que ela merece. Hoje se exige do profissional da área podologica uma habilitação com escolaridade. Na prática diária, é imprescindível a arte de bem manusear de lâminas de corte, brocas, Laser, agentes químicos, medicamentos de uso tópico... É uma grande responsabilidade, por isso é necessário estar buscando novos conhecimentos diariamente.

      Esta matéria, em forma de pesquisa, foi autorizada pela diretoria da Associação Brasileira de Podólogos e consta no livro de ATA do dia 17/09/2001, em reunião de diretoria, segundo seu Estatuto no artigo 14.

Última atualização ( Qui, 03 de Novembro de 2011 09:58 )
 
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